Caracterização e Implementação de um sistema ERP
Os
sistemas do tipo ERP (Enterprise Resource Planning - Planeamento de Recursos
Empresariais) também definidos como Sistemas Integrados de Gestão Empresarial –
SIGE, são uma solução de processamento
electrónico de dados voltados para o atendimento das necessidades operacionais
de uma empresa. Esse conceito representa uma evolução em relação a outras
soluções já utilizadas no ambiente empresarial: as ferramentas MRP (Materials Requeriment Planning – Planeamento
das Necessidades de Materiais) e MRP II (Manufacturing
Resources Planning – Planeamento dos Recursos de Produção).
De
acordo com (Vera, 2006) ,
os ERP são pacotes de software que permitem às empresas avaliar, implementar,
automatizar, integrar e gerir de forma eficiente as diferentes operações que
nelas ocorrem. Estes pacotes de software têm módulos específicos para atender
às exigências de cada uma das áreas funcionais da empresa, de modo a criarem um
fluxo de trabalho[1]
entre diferentes usuários, e deste modo, tal como apontado, é possível
visualizar a empresa numa visão holística de negócios através da partilha de
uma base de dados comum e integrada.
Sob
uma perpectiva mais abrangente, (Ribeiro & Oliveira, 2009) afirmam que os ERP
são pacotes de software que visam integrar dados e processos organizacionais,
podendo suportar actividades tão distintas como a produção e logística,
comercial e marketing, projectos, qualidade e manutenção, recursos humanos e
finanças e contabilidade. Apresentam uma constituição modular, em que cada
módulo efectua um conjunto de processos e se relaciona com os restantes de uma
forma integrada e em tempo real. Esta integração (conceito fundamental nos ERP),
potencia uma melhor partilha de informação e conhecimento, uma maior
transparência e principalmente, permite, mas também exige uma entrada de dados
única e uma base comum.
Objectivando
compreender o problema da implementação de um ERP, os professores (Valentin & Vasile, 2008) realizaram um estudo
com empresas romenas, no qual afirmam que um sistema ERP através dos seus
módulos, assegura a consistência organizacional entre as funções dos níveis de
organização e gestão. Finalmente, (Galani, Gravas, & Stavropoulos, 2010) e (Sadagopan) , corroboram este
entendimento, afirmando que um sistema ERP é composto por diferentes módulos,
usados para atender às necessidades de várias funções das organizações, tais
como contabilidade, finanças, logística, vendas, atendimento ao cliente etc.
Todavia, nosso interesse recai sobretudo no atendimento às necessidades da
função de contabilidade, mais precisamente, no processamento e divulgação da
informação contabilística. Abaixo, apresentamos um retrato da arquitetura de um
sistema ERP.
Fonte: Elaboração própria, adaptado de (Davenport, Putting the Entreprise in the Enterprise System, 1998)
É uma
característica geral de todos os fornecedores desta solução a arquitetura de um
modelo geral de ERP que sirva para a grande maioria das empresas, ou seja, o
produto tem uma estrutura tecnológica que permite que a maior parte dos
processos de qualquer organização sejam contemplados pelo sistema oferecido ao
mercado. Para fazer face à adaptação das características especificas dos
diversos processos operacionais de cada empresa, os ERP oferecidos ao mercado
são construídos dentro de uma estrutura tecnológica que permite uma série de
adaptações, sem ferir a sua arquitetura básica, o que se designa por
parametrização (Padoveze, 2004) .

Sem comentários:
Enviar um comentário