sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Os Sistema ERP e o Sistema de Informação Contabilística


Caracterização e Implementação de um sistema ERP

Os sistemas do tipo ERP (Enterprise Resource Planning - Planeamento de Recursos Empresariais) também definidos como Sistemas Integrados de Gestão Empresarial – SIGE,  são uma solução de processamento electrónico de dados voltados para o atendimento das necessidades operacionais de uma empresa. Esse conceito representa uma evolução em relação a outras soluções já utilizadas no ambiente empresarial: as ferramentas MRP (Materials Requeriment Planning – Planeamento das Necessidades de Materiais) e MRP II (Manufacturing Resources Planning – Planeamento dos Recursos de Produção).
De acordo com (Vera, 2006), os ERP são pacotes de software que permitem às empresas avaliar, implementar, automatizar, integrar e gerir de forma eficiente as diferentes operações que nelas ocorrem. Estes pacotes de software têm módulos específicos para atender às exigências de cada uma das áreas funcionais da empresa, de modo a criarem um fluxo de trabalho[1] entre diferentes usuários, e deste modo, tal como apontado, é possível visualizar a empresa numa visão holística de negócios através da partilha de uma base de dados comum e integrada.
Sob uma perpectiva mais abrangente, (Ribeiro & Oliveira, 2009) afirmam que os ERP são pacotes de software que visam integrar dados e processos organizacionais, podendo suportar actividades tão distintas como a produção e logística, comercial e marketing, projectos, qualidade e manutenção, recursos humanos e finanças e contabilidade. Apresentam uma constituição modular, em que cada módulo efectua um conjunto de processos e se relaciona com os restantes de uma forma integrada e em tempo real. Esta integração (conceito fundamental nos ERP), potencia uma melhor partilha de informação e conhecimento, uma maior transparência e principalmente, permite, mas também exige uma entrada de dados única e uma base comum.
Objectivando compreender o problema da implementação de um ERP, os professores (Valentin & Vasile, 2008) realizaram um estudo com empresas romenas, no qual afirmam que um sistema ERP através dos seus módulos, assegura a consistência organizacional entre as funções dos níveis de organização e gestão. Finalmente, (Galani, Gravas, & Stavropoulos, 2010) e (Sadagopan), corroboram este entendimento, afirmando que um sistema ERP é composto por diferentes módulos, usados para atender às necessidades de várias funções das organizações, tais como contabilidade, finanças, logística, vendas, atendimento ao cliente etc. Todavia, nosso interesse recai sobretudo no atendimento às necessidades da função de contabilidade, mais precisamente, no processamento e divulgação da informação contabilística. Abaixo, apresentamos um retrato da arquitetura de um sistema ERP.
Figura 2 - Arquitetura dos sistmas ERP.


Fonte: Elaboração própria, adaptado de  (Davenport, Putting the Entreprise in the Enterprise System, 1998)
É uma característica geral de todos os fornecedores desta solução a arquitetura de um modelo geral de ERP que sirva para a grande maioria das empresas, ou seja, o produto tem uma estrutura tecnológica que permite que a maior parte dos processos de qualquer organização sejam contemplados pelo sistema oferecido ao mercado. Para fazer face à adaptação das características especificas dos diversos processos operacionais de cada empresa, os ERP oferecidos ao mercado são construídos dentro de uma estrutura tecnológica que permite uma série de adaptações, sem ferir a sua arquitetura básica, o que se designa por parametrização (Padoveze, 2004).
    - Por Benjamim Dumba

[1] Workflow, no texto original.

Sem comentários:

Enviar um comentário